Conjunto Moderno da Pampulhamonumento
No início dos anos 1940, o então prefeito Juscelino Kubitschek chamou um arquiteto de 30 e poucos anos, Oscar Niemeyer, para criar um bairro de lazer em volta de uma lagoa artificial. O resultado — cassino (hoje Museu de Arte da Pampulha), Casa do Baile, Iate Tênis Clube e a Igreja de São Francisco de Assis — foi o laboratório do modernismo brasileiro e, anos depois, o 'ensaio geral' de Brasília. Niemeyer trabalhou lado a lado com Burle Marx nos jardins e com Candido Portinari nos painéis. As curvas livres de concreto chocaram a época: a igrejinha, com suas abóbadas parabólicas, ficou anos sem ser consagrada porque a Cúria achou o projeto profano. Em 2016 o conjunto virou Patrimônio Mundial da UNESCO.
- Na Igrejinha, o painel de azulejos azuis de Portinari na fachada de trás, com São Francisco e os animais — incluindo o cachorro que muitos dizem ser um lobo.
- Dentro da igreja, o painel do altar de Portinari: o santo aparece magro e sofrido, um dos motivos da polêmica com a Igreja.
- Na Casa do Baile, a marquise ondulada que acompanha o contorno da ilhota — Niemeyer dizia que ela seguia 'a curva do corpo da mulher'.
- O Museu de Arte da Pampulha foi cassino até 1946, quando o jogo foi proibido no Brasil; repare na rampa e nos espelhos que refletem a lagoa.
DicaFaça de carro ou bicicleta: a orla tem cerca de 18 km. Comece pela Igrejinha pela manhã e termine na Casa do Baile no fim da tarde, com o sol se pondo sobre a lagoa.
SegredoA lagoa não é boa para banho, mas a ciclovia da orla é plana e bonita; há aluguel de bicicletas em pontos da orla nos fins de semana.