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NAP

Costa Amalfitana

Campânia, Itália · 4 a 6 dias

Cinquenta quilômetros de estrada pendurada no penhasco, vilarejos coloridos empilhados como presépio e um mar azul que parece filtro. Positano é a vitrine, Amalfi é a história, Ravello é a música e Sorrento é a base prática para quem quer tudo isso sem gastar fortuna.

Poucos lugares no mundo juntam paisagem, história e mesa desse jeito. Aqui nasceu uma das repúblicas marítimas mais ricas da Idade Média, aqui o limão é do tamanho de um punho, a massa é feita à mão pela nonna e o jantar vem com vista para um mar que muda de cor a cada hora. É patrimônio da UNESCO desde 1997 e, apesar da fama, ainda guarda trilhas silenciosas, praias de pescador e cidadezinhas onde o turista é minoria.

PraiaRomânticoGastronomiaCulturaNaturezacasais e lua de melamantes de gastronomiafotógrafosquem gosta de caminhar e trilhas com vistaviajantes que combinam com Roma, Nápoles e Capri
Guia completo de Costa Amalfitana
R$ 29,90pagamento único · 60 dias de acesso · menos de R$ 0,50 por dia
  • 10 atrações com a história e o que reparar
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  • 6 segredos de quem mora lá
  • Roteiro dia a dia montado para você
  • 100 perguntas ao Modo Guia durante a viagem
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O essencial

Documentos para brasileiros

Passaporte válido por pelo menos 3 meses após a saída do espaço Schengen; brasileiros não precisam de visto para turismo de até 90 dias. Leve seguro-viagem com cobertura mínima de € 30 mil (exigido no Schengen), comprovante de hospedagem e passagem de volta. Desde abril de 2026 o sistema de entrada e saída (EES) está em pleno funcionamento: na primeira entrada no espaço Schengen você registra foto e digitais num totem ou no guichê da imigração, e o carimbo no passaporte deixa de existir, então reserve um tempo extra na fila da fronteira. A autorização eletrônica ETIAS (taxa prevista de 20 euros, válida por 3 anos) ainda NÃO está em vigor: a União Europeia retirou a previsão de lançar no fim de 2026 e promete anunciar a data com meses de antecedência. Confira em travel-europe.europa.eu/etias antes de viajar e desconfie de sites que já cobram pelo ETIAS.

Melhor época

Maio, junho e setembro são o ponto ideal: mar bom, tudo aberto e menos gente que em julho e agosto. Abril e outubro são ótimos para trilhas e preços melhores. De novembro a março muitos hotéis e restaurantes fecham e as balsas diminuem bastante.

Clima

Mediterrâneo. Verão quente e seco (cerca de 28 a 32 °C, mar em torno de 24 °C). Primavera e outono amenos, com 18 a 25 °C. Inverno úmido e fresco, com 8 a 14 °C e chuvas.

Moeda e pagamento

Euro (€); em 2026, cerca de R$ 6 a 6,50 por euro. Cartão de crédito e débito por aproximação funcionam na maioria dos lugares, mas leve dinheiro vivo para barraquinhas, alguns bares, táxis-barco e banheiros públicos. Cartões pré-pagos em euro (Wise, Nomad etc.) costumam ter câmbio melhor que o cartão brasileiro.

Idioma

Italiano (e muito dialeto napolitano). Inglês é comum em hotéis e restaurantes turísticos.

Fuso horário

+5h em relação a Brasília no horário de verão europeu (fim de março a fim de outubro) e +4h no resto do ano.

Tomada

Tipos F e L, 230 V. Leve adaptador; o plugue brasileiro de dois pinos finos costuma entrar nas tomadas tipo L, mas o de três pinos não.

Gorjeta

Não é obrigatória. Muitos restaurantes cobram 'coperto' (couvert de cerca de € 2 a 5 por pessoa) e alguns 'servizio'. Se o serviço foi ótimo, arredondar a conta ou deixar 5% a 10% é um gesto bem-vindo.

Tempo ideal

4 a 6 dias

SegurançaRegião muito segura, com criminalidade baixa. O perigo real é a estrada: a SS163 é estreita, cheia de curvas e ônibus, então pense duas vezes antes de dirigir. Em Nápoles, na conexão, cuidado com batedores de carteira na estação central e no trem Circumvesuviana.

Custo por pessoa por dia, sem passagem aérea
R$ 480econômicoR$ 1.400confortoR$ 4.200luxo

Chegando lá

Aeroporto Internacional de Nápoles – Capodichino (NAP); alternativa: Aeroporto de Salerno – Costa d'Amalfi (QSR), com menos voos

Ônibus direto Curreri (aeroporto → Sorrento)cerca de 1h15 · cerca de € 10 a 13

Sai do lado de fora do desembarque, com horários ao longo do dia. De Sorrento você segue de ônibus SITA ou balsa para Positano e Amalfi.

Alibus + balsacerca de 2h a 2h30 no total · cerca de € 5 de Alibus + € 20 a 30 de balsa

O Alibus leva ao porto de Molo Beverello, de onde saem as balsas para Sorrento, Positano e Amalfi (várias só de abril a outubro). É a chegada mais bonita: pelo mar.

Trem Circumvesuviana (Napoli Garibaldi → Sorrento)cerca de 1h10 (mais o trajeto aeroporto–estação) · cerca de € 5; Campania Express (sazonal, com assento garantido) cerca de € 10

Trem velho, lotado e com fama de batedor de carteira. Com mala grande, prefira o Campania Express ou o ônibus Curreri.

Transfer privado1h15 a 1h45 · cerca de € 120 a 180 por carro

Compensa para grupos de 3 ou 4 pessoas ou para quem vai direto a Positano/Amalfi com bagagem. Reserve antes; o motorista espera no desembarque.

Para circularEsqueça o carro: estacionar custa cerca de € 5 a 10 por hora e a estrada é tensa. Use os ônibus azuis SITA (tíquete comprado antes em tabacaria ou bar, cerca de € 2,50 a 5 por trecho, com passe diário disponível) e as balsas (Travelmar, Alilauro, NLG), que evitam o trânsito e dão as melhores vistas. Entre Amalfi e Ravello há ônibus próprio subindo a serra. Positano e Amalfi se fazem a pé, mas com muita escada: sapato confortável é obrigatório.

Onde ficar

custo-benefício e primeira vez

Sorrento

Plana, cheia de hotéis de todos os preços, com trem para Nápoles e Pompeia e balsas para Capri, Positano e Amalfi. Perde em charme para Positano, mas ganha em praticidade.

romântico e fotogênico

Positano

É a imagem do cartão-postal: casas pastel em cascata, praia com ombrelloni listrados e jantar à luz de velas. Caro e cheio de escadas, mas inesquecível.

base central

Amalfi / Atrani

Amalfi é o nó de ônibus e balsas da costa, com vida o ano todo. Atrani, a 10 minutos a pé por um túnel, é a vizinha quieta e autêntica.

tranquilidade e luxo

Ravello

A 350 m de altura, longe do burburinho do mar, com jardins, concertos e os hotéis mais elegantes da costa. Ideal para casais que querem sossego.

pôr do sol e preço melhor

Praiano

Entre Positano e Amalfi, virada para o oeste: tem os pores do sol mais bonitos e hospedagem mais em conta que as vizinhas famosas.

O que ver, com a história contada

01

Duomo de Sant'Andrea e Chiostro del Paradisoigreja

Amalfi · leva 1h · em geral 9h-18h45 no verão, horário reduzido no inverno; a catedral fica reservada ao culto durante as missas · cerca de € 4 a 5 (claustro, museu e cripta)

A catedral de Amalfi é o símbolo da época em que esta cidadezinha era uma potência: entre os séculos IX e XII, a República Marítima de Amalfi comerciava com Constantinopla, Alexandria e o mundo árabe e redigiu as Tavole Amalfitane, um dos primeiros códigos de direito marítimo do Mediterrâneo. O complexo nasceu de duas igrejas vizinhas, dos séculos IX e X, que viraram uma só. Em 1206, o cardeal Pietro Capuano trouxe de Constantinopla, durante a Quarta Cruzada, as relíquias do apóstolo Santo André, que estão na cripta desde 1208; a tradição diz que delas escorre um líquido, o 'maná', recolhido pelos fiéis. A fachada listrada que você vê é do fim do século XIX: a original desabou em 1861 e foi refeita em 1891 no estilo árabe-normando. Ao lado, o Chiostro del Paradiso (1266) era o cemitério dos nobres amalfitanos e tem arcos entrelaçados de inspiração árabe.

Repare
  • As portas de bronze, fundidas em Constantinopla antes de 1066 e assinadas por Simeão da Síria: as primeiras portas de bronze pós-romanas da Itália
  • O campanário (iniciado em 1180) com as cerâmicas verdes e amarelas no topo
  • No claustro, os arcos que se cruzam como renda, com palmeiras no meio
  • Na cripta, o teto com afrescos e a estátua de bronze de Santo André sobre o túmulo

DicaSuba os 62 degraus cedo, antes das 10h, quando chegam os barcos de excursão. A entrada turística é pelo claustro, que dá acesso ao museu, à cripta e à catedral.

SegredoNo dia 27 de junho e em 30 de novembro, na festa de Santo André, a estátua do santo é carregada em procissão e sobe a escadaria correndo, nos braços dos pescadores: a cidade inteira prende a respiração.

Ver no mapa

02

Villa Rufolomonumento

Ravello · leva 1h · em geral 9h-20h no verão e 9h-16h/17h no inverno · cerca de € 8 (concertos do festival à parte)

Construída no século XIII pela família Rufolo, banqueiros e mercadores riquíssimos que emprestavam dinheiro até aos reis de Nápoles, a villa chegou a ter mais cômodos que dias do ano, segundo a lenda local. Boccaccio cita um dos Rufolo no Decamerão. Decadente por séculos, foi comprada em 1851 pelo escocês Francis Nevile Reid, que restaurou torres e jardins. Em 1880, Richard Wagner passou por aqui, olhou o jardim suspenso sobre o mar e escreveu no livro de visitas que tinha encontrado o jardim mágico de Klingsor, cenário do segundo ato de Parsifal. Dessa visita nasceu o Festival de Ravello, que desde os anos 1950 monta um palco literalmente pendurado sobre o abismo.

Repare
  • O claustro mourisco, com colunas finas e arcos entrelaçados que lembram a Sicília árabe
  • A Torre Maggiore, de 30 metros, que encara o campanário do Duomo
  • O terraço inferior com os pinheiros-mansos e a vista para Minori e Maiori: é a foto clássica de Ravello
  • A placa que lembra a passagem de Wagner em 1880

DicaVá no fim da tarde, quando a luz fica dourada. No verão, compre com antecedência ingresso para um concerto no palco suspenso.

SegredoEm muitos concertos do festival, o palco fica de costas para o mar e a orquestra toca com o golfo de Salerno como pano de fundo; os lugares das últimas fileiras laterais costumam ter a vista mais aberta.

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Onde comer

Amostra grátis: 1 de 14 lugares conferidos.

Da Vincenzo

$$$

tradicional · Positano (Viale Pasitea)

Negócio de família desde 1958, recomendado pelo Guia Michelin, com cozinha campana honesta e sobremesas caseiras. É o endereço que os próprios moradores indicam em Positano.

PeçaRigatoni de Gragnano alla genovese ou massa com lagosta

Reserve para o jantar; peça mesa na calçada para ver o movimento.

Segredos de local

Amostra grátis: 1 de 6 segredos.

A escadaria de Nocelle a Positano

Nocelle, fim do Sentiero degli Dei · Fim da manhã, depois da trilha

Cerca de 1.700 degraus entre limoeiros e casas, sem ninguém. Descer (nunca subir) é a melhor forma de chegar a Positano vendo a cidade se abrir aos poucos.

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