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Duomo de Sant'Andrea e Chiostro del Paradisoigreja
Amalfi · leva 1h · em geral 9h-18h45 no verão, horário reduzido no inverno; a catedral fica reservada ao culto durante as missas · cerca de € 4 a 5 (claustro, museu e cripta)
A catedral de Amalfi é o símbolo da época em que esta cidadezinha era uma potência: entre os séculos IX e XII, a República Marítima de Amalfi comerciava com Constantinopla, Alexandria e o mundo árabe e redigiu as Tavole Amalfitane, um dos primeiros códigos de direito marítimo do Mediterrâneo. O complexo nasceu de duas igrejas vizinhas, dos séculos IX e X, que viraram uma só. Em 1206, o cardeal Pietro Capuano trouxe de Constantinopla, durante a Quarta Cruzada, as relíquias do apóstolo Santo André, que estão na cripta desde 1208; a tradição diz que delas escorre um líquido, o 'maná', recolhido pelos fiéis. A fachada listrada que você vê é do fim do século XIX: a original desabou em 1861 e foi refeita em 1891 no estilo árabe-normando. Ao lado, o Chiostro del Paradiso (1266) era o cemitério dos nobres amalfitanos e tem arcos entrelaçados de inspiração árabe.
Repare- As portas de bronze, fundidas em Constantinopla antes de 1066 e assinadas por Simeão da Síria: as primeiras portas de bronze pós-romanas da Itália
- O campanário (iniciado em 1180) com as cerâmicas verdes e amarelas no topo
- No claustro, os arcos que se cruzam como renda, com palmeiras no meio
- Na cripta, o teto com afrescos e a estátua de bronze de Santo André sobre o túmulo
DicaSuba os 62 degraus cedo, antes das 10h, quando chegam os barcos de excursão. A entrada turística é pelo claustro, que dá acesso ao museu, à cripta e à catedral.
SegredoNo dia 27 de junho e em 30 de novembro, na festa de Santo André, a estátua do santo é carregada em procissão e sobe a escadaria correndo, nos braços dos pescadores: a cidade inteira prende a respiração.
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Villa Rufolomonumento
Ravello · leva 1h · em geral 9h-20h no verão e 9h-16h/17h no inverno · cerca de € 8 (concertos do festival à parte)
Construída no século XIII pela família Rufolo, banqueiros e mercadores riquíssimos que emprestavam dinheiro até aos reis de Nápoles, a villa chegou a ter mais cômodos que dias do ano, segundo a lenda local. Boccaccio cita um dos Rufolo no Decamerão. Decadente por séculos, foi comprada em 1851 pelo escocês Francis Nevile Reid, que restaurou torres e jardins. Em 1880, Richard Wagner passou por aqui, olhou o jardim suspenso sobre o mar e escreveu no livro de visitas que tinha encontrado o jardim mágico de Klingsor, cenário do segundo ato de Parsifal. Dessa visita nasceu o Festival de Ravello, que desde os anos 1950 monta um palco literalmente pendurado sobre o abismo.
Repare- O claustro mourisco, com colunas finas e arcos entrelaçados que lembram a Sicília árabe
- A Torre Maggiore, de 30 metros, que encara o campanário do Duomo
- O terraço inferior com os pinheiros-mansos e a vista para Minori e Maiori: é a foto clássica de Ravello
- A placa que lembra a passagem de Wagner em 1880
DicaVá no fim da tarde, quando a luz fica dourada. No verão, compre com antecedência ingresso para um concerto no palco suspenso.
SegredoEm muitos concertos do festival, o palco fica de costas para o mar e a orquestra toca com o golfo de Salerno como pano de fundo; os lugares das últimas fileiras laterais costumam ter a vista mais aberta.
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