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CUZ

Cusco e Machu Picchu

Peru · 5 a 6 dias

O umbigo do Império Inca: uma cidade colonial erguida em cima de muros incas perfeitos, a 3.400 metros de altitude, e o portão de entrada para a cidadela mais misteriosa das Américas. Aqui você toma chá de coca na praça, come cuy no forno de barro e acorda de madrugada para ver a neblina subir sobre Machu Picchu.

Poucos lugares do mundo deixam a história tão à mostra: em Cusco você literalmente caminha ao lado de paredes que os incas encaixaram sem argamassa há 600 anos, com igrejas barrocas por cima. Em volta, o Vale Sagrado tem vilas quíchuas, terraços agrícolas, salinas e mercados; e no fim do trilho está Machu Picchu, que ao vivo é ainda mais impressionante do que nas fotos. Some a isso uma das cozinhas mais criativas do planeta e você tem uma viagem que mexe com o corpo (a altitude!) e com a cabeça.

CulturaAventuraNaturezaGastronomiaRomânticoamantes de história e arqueologiacasaisaventureiros e trilheirosquem gosta de gastronomiagrupos de amigosfamílias com crianças maiores
Guia completo de Cusco e Machu Picchu
R$ 29,90pagamento único · 60 dias de acesso · menos de R$ 0,50 por dia
  • 10 atrações com a história e o que reparar
  • 15 restaurantes, bares e cafés conferidos, com o prato certo
  • 6 segredos de quem mora lá
  • Roteiro dia a dia montado para você
  • 100 perguntas ao Modo Guia durante a viagem

O essencial

Documentos para brasileiros

Brasileiros entram com RG em bom estado (de preferência emitido há menos de 10 anos) ou passaporte válido, sem visto. Para Machu Picchu, leve o mesmo documento usado na compra do ingresso: ele é conferido na entrada. Vacina de febre amarela é recomendada se for à Amazônia peruana.

Melhor época

De maio a setembro, a estação seca, com céu azul e noites geladas; junho é o mês do Inti Raymi e o mais disputado. De dezembro a março chove muito, e em fevereiro a Trilha Inca clássica fecha para manutenção. Abril, outubro e novembro são meio-termo, com menos gente.

Clima

De altitude: dias ensolarados (em geral 18 °C a 21 °C) e noites frias, que no inverno (junho/julho) chegam perto de 0 °C. O sol queima forte mesmo com frio. Machu Picchu, mais baixa (cerca de 2.400 m), é mais quente e úmida.

Moeda e pagamento

Sol peruano (PEN); em geral 1 sol vale cerca de R$ 1,50 a R$ 1,60. Cartão funciona em hotéis e restaurantes melhores (às vezes com taxa de 3% a 5%), mas mercados, táxis, banheiros e vilas do Vale pedem dinheiro vivo e trocado. Leve dólares em notas novas e troque nas casas de câmbio da Av. El Sol ou saque em caixas dentro de bancos.

Idioma

Espanhol e quíchua

Fuso horário

-2h em relação a Brasília (o Peru não tem horário de verão)

Tomada

220V; tomadas tipo A (pinos chatos) e C (pinos redondos finos); leve um adaptador universal

Gorjeta

Nos restaurantes, em geral 10% se o serviço não vier incluído (confira a conta). Guias de passeio e da Trilha Inca esperam gorjeta; carregadores (porters) da trilha também, e é bom separar em soles.

Tempo ideal

5 a 6 dias

SegurançaCusco é tranquila para os padrões da América do Sul, mas o centro tem batedores de carteira na Plaza de Armas, no Mercado San Pedro e na rodoviária. À noite, use táxi chamado por app ou pelo restaurante em vez de pegar na rua, e evite ruas vazias de San Blas depois da meia-noite. O risco maior mesmo é a altitude: respeite o corpo.

Custo por pessoa por dia, sem passagem aérea
R$ 400econômicoR$ 1.100confortoR$ 3.000luxo

Chegando lá

Aeroporto Internacional Alejandro Velasco Astete (CUZ)

Táxi oficial do aeroporto15 a 20 min · cerca de S/ 30 a S/ 40 (R$ 45 a R$ 60)

Os balcões ficam no saguão de desembarque; é o jeito mais tranquilo de chegar, principalmente à noite.

Táxi de rua ou app (InDrive, Uber, Cabify)15 a 20 min · cerca de S/ 15 a S/ 20

Saindo a pé pelo portão principal os preços caem pela metade; combine o valor antes de entrar no carro.

Transfer do hotel15 a 20 min · em geral S/ 30 a S/ 60

Muitos hotéis do centro oferecem; vale pela plaquinha com seu nome depois de um voo cedo e da altitude.

Para circularO centro histórico e San Blas se fazem a pé, mas as ladeiras em altitude cansam: vá devagar. Para Sacsayhuamán, rodoviária ou bairros mais afastados, use táxi (corridas curtas saem em geral S/ 5 a S/ 10) ou apps. Para o Vale Sagrado, há vans coletivas (colectivos) baratas saindo da rua Pavitos e tours de dia inteiro; para Machu Picchu, trem da PeruRail ou Inca Rail a partir de Ollantaytambo ou da estação de Poroy/San Pedro.

Onde ficar

primeira vez

Centro histórico (Plaza de Armas e arredores)

Tudo a pé, ruas planas perto da praça e restaurantes na porta. Evite quartos virados para a Plaza de Armas se tiver sono leve.

casais e charme

San Blas

Bairro dos artesãos, com ruas de pedra, pousadas em casarões e vista dos telhados. Atenção: é ladeira, e com altitude isso pesa no primeiro dia.

custo-benefício

San Cristóbal e Choquechaca

Pertinho do centro, mais calmo e com hostels e hotéis médios bons; fica a caminho de Sacsayhuamán.

aclimatação e natureza

Urubamba e Ollantaytambo (Vale Sagrado)

Mais baixo que Cusco (cerca de 2.800 m), dorme-se melhor. Ollantaytambo é de onde sai o trem para Machu Picchu.

quem quer Machu Picchu cedo

Aguas Calientes

Dormir aos pés da montanha permite pegar os primeiros ônibus. Uma noite basta: a vila é feita para turistas.

O que ver, com a história contada

01

Machu Picchumonumento

Aguas Calientes (a cerca de 3h30 de trem e ônibus de Cusco) · leva 2h a 3h no circuito (dia inteiro contando o deslocamento) · em geral 6h-17h30, em turnos por horário · cerca de S/ 152 para estrangeiros adultos; Huayna Picchu ou Montanha Machu Picchu à parte (confira no site oficial). Ônibus Consettur Aguas Calientes–ruínas cerca de US$ 24 ida e volta

Construída por volta de 1450, provavelmente como propriedade real do imperador Pachacútec, a cidadela foi abandonada menos de um século depois, na época da conquista, e os espanhóis nunca a encontraram. Agricultores da região sempre souberam dela; o mundo só a conheceu em 1911, quando o explorador americano Hiram Bingham chegou lá guiado por moradores. O lugar tinha cerca de 200 construções entre templos, casas, praças e terraços agrícolas, e abrigava algumas centenas de pessoas. As pedras são encaixadas sem argamassa e, nos terremotos, 'dançam' e voltam ao lugar, por isso tudo ainda está de pé. Hoje o acesso é por circuitos com horário marcado, e o número de visitantes por dia é limitado para proteger o sítio.

Repare
  • No Templo do Sol, a parede curva de pedras perfeitas e a janela alinhada com o nascer do sol do solstício de junho
  • A pedra Intihuatana, o 'amarradouro do sol', usada para observações astronômicas
  • Os terraços agrícolas: por baixo há camadas de pedra, cascalho e terra para drenar a chuva
  • O Templo do Condor, onde uma rocha natural e uma pedra entalhada formam as asas e a cabeça da ave

DicaCompre o ingresso no site oficial do Ministério da Cultura com meses de antecedência para junho a agosto, e escolha o circuito pensando no que quer ver (os circuitos panorâmicos dão a foto clássica). A neblina costuma abrir entre 9h e 10h. Leve passaporte ou o documento da compra, protetor, capa de chuva e água; não se pode entrar com comida nem sair e voltar.

SegredoQuem sobe a Montanha Machu Picchu (mais alta e menos disputada que Huayna Picchu) tem a cidadela inteira aos pés e bem menos gente na trilha.

Ver no mapa

02

Plaza de Armas e Catedral de Cuscoigreja

Centro · leva 1h30 · em geral 10h-18h (horários de missa mudam as visitas) · pago, com valor em soles (confira o boleto religioso, que costuma compensar)

A praça era o Huacaypata, o grande centro cerimonial inca, onde se celebravam as festas do Sol e onde, em 1572, foi executado Túpac Amaru, o último inca de Vilcabamba. A Catedral foi erguida entre 1559 e 1654 sobre o antigo palácio do inca Viracocha, usando blocos de granito vermelho arrancados de Sacsayhuamán. Lá dentro está a maior coleção de pintura da Escola Cusquenha, em que artistas indígenas e mestiços misturaram o barroco europeu com a fauna, a comida e as roupas andinas. O quadro do Senhor dos Tremores mostra a cidade durante o terremoto de 1650, quando os moradores saíram com um crucifixo pela praça e o tremor, segundo a tradição, parou. Ao lado, a Igreja da Companhia de Jesus tem uma fachada tão bonita que os jesuítas foram acusados de querer ofuscar a Catedral.

Repare
  • A Última Ceia de Marcos Zapata, em que Jesus e os apóstolos comem um cuy assado e bebem chicha
  • O Senhor dos Tremores, o Cristo moreno escurecido pela fumaça das velas, padroeiro da cidade
  • A série de parábolas de Diego Quispe Tito com símbolos do zodíaco
  • Na praça, as arcadas coloniais erguidas sobre alicerces incas

DicaNão é permitido fotografar dentro da Catedral. Vale o boleto religioso, que junta Catedral, Igreja de San Blas, Museu de Arte Religioso e San Cristóbal. Depois, suba a um dos balcões de restaurante na praça para ver o movimento de cima.

SegredoNa Segunda-Feira Santa, o Senhor dos Tremores sai em procissão pela cidade e os cusquenhos jogam sobre ele pétalas de ñucchu, uma flor vermelha.

Ver no mapa

Onde comer

Amostra grátis: 1 de 10 lugares conferidos.

Chicha por Gastón Acurio

$$$

contemporâneo peruano · Plaza Regocijo (Centro)

A casa cusquenha do chef que colocou a cozinha peruana no mapa-múndi. Cozinha regional com técnica, porções generosas e sobremesas de lúcuma e cacau.

PeçaCeviche de truta, lomo saltado e carpaccio de alpaca

Fica no segundo andar da Plaza Regocijo 261; reserve para o jantar na alta temporada.

Segredos de local

Amostra grátis: 1 de 6 segredos.

Chegue e desça

Vale Sagrado · Primeiro dia

Em vez de dormir em Cusco no primeiro dia, vá direto do aeroporto para o Vale Sagrado, que fica cerca de 600 metros mais baixo. Você se aclimata melhor e volta a Cusco no fim da viagem.

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