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Museo del Pradomuseu
Paseo del Prado · leva 3h · em geral 10h-20h de segunda a sábado; 10h-19h domingos e feriados · cerca de 15 euros (cerca de R$ 95); gratuito nas duas últimas horas
O prédio neoclássico de Juan de Villanueva foi pensado no século 18 como gabinete de ciências naturais e só em 1819 abriu como museu, com as coleções reunidas pelos reis espanhóis ao longo de três séculos. Como os Habsburgo e os Bourbon compravam e encomendavam arte com obsessão, o Prado é imbatível em Velázquez, Goya e El Greco, e tem ainda Ticiano, Rubens e Bosch de primeira. As Meninas, de Velázquez, é talvez o quadro mais estudado da história: o pintor se retrata trabalhando numa tela enorme, e o espelho ao fundo reflete o rei Filipe IV e a rainha Mariana, que estariam exatamente onde você está. Goya ocupa várias salas, da fase de pintor da corte, com retratos quase cruéis da família de Carlos IV, até as Pinturas Negras que ele pintou nas paredes da própria casa já velho e surdo. O Jardim das Delícias, de Bosch, parece surrealismo feito 400 anos antes do tempo. O museu tem mais de 8 mil pinturas, mas só uma parte fica exposta; escolher é parte da visita.
Repare- Em As Meninas, o homem parado na porta iluminada ao fundo e a cruz vermelha no peito de Velázquez, pintada depois da morte dele, segundo a tradição por ordem do rei.
- No Três de Maio de 1808, de Goya, o homem de camisa branca com braços abertos e a marca na palma da mão, como um estigma de Cristo.
- O Saturno Devorando um Filho, entre as Pinturas Negras, no térreo: foi arrancado da parede da casa de Goya e passado para tela.
- No painel do inferno do Jardim das Delícias, o homem crucificado numa harpa e a partitura musical tatuada nas nádegas de um condenado.
DicaCompre online para evitar fila e entre pela Puerta de los Jerónimos. Priorize Velázquez (sala 12), Goya e Bosch; 3 horas bastam para o essencial. Nas duas últimas horas (em geral 18h-20h de segunda a sábado e 17h-19h aos domingos) a entrada é gratuita, com fila longa.
SegredoO museu fica aberto todos os dias do ano, exceto 1º de janeiro, 1º de maio e 25 de dezembro; uma segunda-feira chuvosa de manhã costuma ser o momento mais vazio.
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Museo Reina Sofía e Guernicamuseu
Atocha · leva 2h · em geral 10h-21h; domingos até 14h30; fecha terça · cerca de 12 euros; entrada gratuita em alguns horários (em geral segunda e de quarta a sábado no fim da tarde, domingo à tarde)
O museu nacional de arte moderna ocupa o antigo Hospital Geral de San Carlos, do século 18, ao qual foram acrescentados os elevadores panorâmicos de vidro e, em 2005, a ampliação vermelha de Jean Nouvel. A estrela é Guernica, que Picasso pintou em poucas semanas de 1937 depois que a aviação nazista, aliada de Franco, bombardeou a cidade basca num dia de feira. O quadro rodou o mundo como símbolo antifascista e ficou décadas no MoMA de Nova York, porque Picasso exigiu que só voltasse à Espanha quando houvesse democracia; chegou em 1981 e foi transferido para cá em 1992. A tela é gigante, cerca de 3,5 por 7,8 metros, e toda em preto, branco e cinza, como uma foto de jornal. Nas salas vizinhas há os esboços e as fotos de Dora Maar mostrando o quadro sendo pintado. O museu tem ainda Dalí, Miró, Juan Gris e muita arte espanhola do século 20.
Repare- A lâmpada em forma de olho no alto de Guernica, que muitos leem como jogo de palavras entre bombilla e bomba.
- A espada partida na mão do soldado morto, com uma pequena flor brotando ao lado: o único sinal de esperança da tela.
- O Grande Masturbador, de Dalí, e as obras do jovem Dalí pintadas quando ele ainda dividia quarto com Lorca na Residencia de Estudiantes.
- A vista do pátio interno com jardim e dos elevadores de vidro na fachada do antigo hospital.
DicaFecha às terças. Foto da Guernica costuma ser proibida na sala. Vá direto ao segundo andar (sala 205/206) e depois explore o resto com calma.
SegredoO terraço-café do edifício Nouvel, sob a cobertura vermelha, é tranquilo e pouco conhecido pelos turistas.
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