Teatro Amazonasmonumento
Inaugurado em 31 de dezembro de 1896, no auge do ciclo da borracha, quando Manaus tinha luz elétrica e bonde antes de muitas capitais brasileiras. A obra levou mais de uma década e usou materiais trazidos da Europa: mármore de Carrara, lustres de Murano, ferro da Escócia e telhas esmaltadas da Alsácia. A cúpula tem cerca de 36 mil peças vitrificadas nas cores da bandeira do Brasil, e o teatro virou símbolo do dinheiro que a seringa trouxe para a floresta. Com a queda da borracha, na década de 1910, ele passou décadas sem grandes temporadas. Voltou a brilhar com o Festival Amazonas de Ópera, criado em 1997, e hoje recebe concertos, balé e ópera com orquestra própria. A lenda de que Caruso cantou aqui é só lenda, mas o lugar merece a fama.
- No Salão Nobre, os painéis do italiano Domenico De Angelis com a natureza amazônica e cenas da ópera 'Il Guarany', de Carlos Gomes.
- O piso do Salão Nobre é feito de milhares de tacos de madeiras amazônicas encaixados sem cola nem prego: por isso você vai calçar pantufas.
- No teto da plateia, a pintura vista de baixo dá a sensação de estar sob a Torre Eiffel.
- As máscaras de comédia e tragédia nas frisas homenageiam compositores e dramaturgos europeus.
DicaA visita guiada dura cerca de 50 minutos e sai com frequência de terça a sábado; faça de manhã e, se der, volte à noite para um espetáculo (muitos são gratuitos ou baratos). Confira a programação no site da Secretaria de Cultura.
SegredoDa varanda do Salão Nobre você tem a melhor vista do piso de ondas do Largo de São Sebastião, que imita o Encontro das Águas em pedras portuguesas pretas e brancas.