Centro Históricobairro
Paraty foi fundada no século 17 e virou, no século 18, o porto por onde saía o ouro de Minas Gerais rumo ao Rio e a Portugal, pelo Caminho do Ouro que descia a serra. Quando a Estrada Real ganhou um trajeto mais curto e, depois, a ferrovia do café passou longe, a cidade ficou praticamente isolada por mais de cem anos — e foi esse esquecimento que preservou o casario. As ruas foram calçadas com pedras irregulares, o pé-de-moleque, e desenhadas levemente mais baixas no centro para que a maré alta de lua cheia entrasse e 'lavasse' a cidade. Só com a abertura da Rio-Santos, nos anos 1970, Paraty foi redescoberta. Em 2019, 'Paraty e Ilha Grande — Cultura e Biodiversidade' virou Patrimônio Mundial da UNESCO, o primeiro sítio misto (cultural e natural) do Brasil.
- Nas quinas de muitos casarões, desenhos e símbolos em relevo que, segundo a tradição local, seriam marcas maçônicas.
- As ruas alagadas pelo mar em noites de lua cheia e maré alta, principalmente perto do cais.
- As portas e janelas coloridas com cores que variam de casa para casa, sobre o branco da cal.
- As correntes nas entradas das ruas, que bloqueiam carros: o centro é só para pedestres, charretes e carroças.
DicaUse sapato baixo e confortável — salto não sobrevive às pedras. O centro fica mais bonito no começo da manhã, antes dos turistas, e à noite, com a iluminação amarela.
SegredoNa lua cheia, olhe a tábua de marés: a maré alta invadindo as ruas é um espetáculo que muita gente perde.